Incêndios residenciais ocorridos no 1º Semestre de 2021 passam a marca de 3.000

Foram divulgados dados estatísticos do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo a respeito do atendimento realizados ao longo de 2021, de Janeiro a Julho.


Durante os mais de 200 dias, houveram o total de 3.585 incêndios atendidos e registrados pelo Corpo de Bombeiros. São quase 18 atendimentos a incêndios em Residências e Empresas por dia

Com a forma de trabalho HomeOffice e Hibrida, os números de Incêndio decorrentes de falhas elétricas ou acidentes domésticos aumenta consideravelmente, uma vez que há mais risco ‘em circulação’. A principal causa dos incêndios no ano de 2021 foi o excesso de carga nas redes elétricas.

Dados Estatísticos do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo

PRINCIPAIS CAUSAS DE INCÊNDIOS

1. ELETRICIDADE

  • Excesso de carga: Utilização de conexões múltiplas (“tê” ou “benjamim”) para alimentar vários aparelhos elétricos, causando superaquecimento dos condutores que não foram calculados para suportar cargas excessivas;
  • Curto circuito: Instalação defeituosa, estabelecendo contato entre a fase positiva e a negativa, gerando centelhas, altíssima temperatura e superaquecimento do condutor;
  • Contato imperfeito (mau contato): Conexões imperfeitas com produção de centelhas ou superaquecimento;
  • Fusíveis e dijuntores: São dispositivos para proteger a instalação elétrica. Sua ausência ou o seu dimensionamento incorreto podem acarretar incêndios;
  • Superaquecimento: Aparelhos elétricos deixados em funcionamento, que atingindo materiais de fácil combustão, provocam incêndio;

2. CHAMA EXPOSTA

Trata-se do contato da chama com qualquer material, provocando aquecimento capaz de gaseificar o combustível, iniciando a combustão. Aí se enquadram as pontas de cigarro, velas, palitos de fósforos acesos, balões, fogos de artifícios etc.

3. CENTELHA OU FAÍSCA

Partícula que salta de uma substância candente ou em atrito com outro corpo; fenômeno luminoso que acompanha uma descarga elétrica.

4. ATRITO

Transformação de energia mecânica em calor, por meio de fricção de dois materiais. Ocorre em mancais, rolamentos, esteiras, polias etc, desde que não estejam suficientemente lubrificados.

5. COMBUSTÃO ESPONTÂNEA

As fibras de juta, resíduos de algodão, feno, carvão, panos ou estopas impregnados de óleo vegetal, pólvora e certos produtos químicos estão sujeitos a inflamar-se sem o contato de uma fonte externa de carlor. Para reduzir os riscos, deve-se obedecer às normas de estocagem e exercer fiscalização e controle.

6. VASILHAMES DE LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS ABERTOS OU MAL FECHADOS

Os vapores desprendidos podem se espalhar por uma grande área até atingir uma fonte de ignição, causando explosão e/ou incêndio.

7. GÁS DE COZINHA

Acidentes, normalmente causados por vazamentos em instalações irregulares ou defeituosas, ou ainda por reparos feitos por pessoal não especializado.

8. CONVERGÊNCIA LUMINOSA

A luz e o calor solar incidente, em uma lente convergente, concentra-se em um só ponto, podendo ser uma causa de incêndio.

Incêndios Florestais, por exemplo, podem ter origem em casos de vidro lançados na mata, que funcionam como lentes convergentes ao sofrer ação da luz solar. A luz concentrada pode incidir sobre a vegetação seca, irrompendo o incêndio.

INCÊNDIO DESTRUIU CASA DE ENFERMEIRA

A fiação antiga foi a principal causa do incêndio que acometeu a casa da enfermeira Andreia Braga da Silva, no bairro Antônio Bezerra. No dia 14 de abril, ela estava trabalhando quando soube que um curto-circuito espalhou fogo pela sala e por dois quartos da casa onde morava. Os dois filhos adolescentes e a mãe dela de 70 anos não tiveram ferimentos.

“A gente não sabe nem quando volta”, lamenta Andreia. Morando na casa herdada do pai há mais de 30 anos, nunca fizeram reformas. Com o incêndio, grande parte das telhas e das paredes ficaram comprometidas, fazendo com que fosse impossível a família continuar a viver lá. “Conseguimos comprar tijolos e telhas por causa de doações, mas não conseguimos construir ainda”. 

A única melhoria feita na casa até o momento foi a troca da fiação, para que não houvesse risco de incêndios novamente. Andreia espera conseguir pagar pedreiros nos próximos dias para conseguir voltar para o lar, já que agora passa a maior parte do tempo no trabalho, como cuidadora de uma idosa, e os filhos ficam na casa de uma tia. “A gente estar na casa dos outros é muito ruim, mesmo sendo da família ainda sente incômodo”. 

FONTES: Portal Incêndio e Diário do Nordeste

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